Os assobios de Theodor Adorno

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Adorno não gostava de assobios. Mais especificamente de jovens no metrô assobiando o final da 1ª Sinfonia de Brahms. Para o filósofo, nada é mais ultrajante do que a vulgarização da música, nada é mais desprezível do que isolar partes da estrutura musical  para profaná-la com assobios na fila da espera do trem. Adorno odiava essa tendência do romantismo burguês de amputar uma peça da arte musical para transformá-la num mero fetiche nos lábios contraídos das ralés das estações.

Mas o compositor polonês Krzysztof Penderecki tem a solução para as aflições metroviárias de Adorno: transformar a música em algo “inassobiável”.

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Cf. T. Adorno, Essays on Music, ed. Leppert, 2002, p. 268-298.

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