Curiosidade mórbida

A contemplação estética é algo completamente desconhecido ao nosso tempo. Deixar-se capturar pela beleza de uma Pintura ou a solenidade de uma escultura, deixar-se seduzir pelos versos de um Poema, é inadmissível. A Arte tem que ser útil, política ou monetariamente. Ou é agente ideológico ou investimento financeiro. Deve ser reduzida a mero instrumento de reeducação social.

Assim, está na moda, nos museus, fazer exposições de arte onde as obras não são selecionadas por critério cronológico ou por movimento artístico, mas por critérios  meramente sexuais. Já alertava Nicolás Gómez Dávila: “O tumulto em torno de uma obra de arte hoje não é indício de importância estética, senão de aproveitamento político”.

Assim, o MASP bateu recordes com a exposição “Histórias da Sexualidade” *. Já não é o esplendor da beleza que importa, mas sua polêmica…   A curiosidade mórbida do nosso tempo, reduziu a Arte ao BBB…

Masp bate recordes com ‘Histórias da Sexualidade’

 

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