A geração Facebook

Basta ligar o computador – ou o smartphone ou sabe-se lá mais o quê – para se deparar com estas massas fantasmagóricas digladiando-se virtualmente, num espetáculo tão patético como desumano. Eis a geração Facebook!

Mas afinal, o que se ganha quando se faz o mal aos outros? Já Simone Weil punha tal questão e respondia “Cresce-se. Estende-se. Enche-se um vazio em si criando-o nos outros”. Sim, crescemos virtualmente, estendendo nossos múltiplos tentáculos. Já que não temos mais intimidade, nos dedicamos a perscrutar a vida íntima alheia, tudo invadindo com nosso veneno biliar.

Eis o ‘homem novo’ – sonhado por todas as utopias –, que tendo abolido toda vida interior, ficou completamente oco, desde que vendeu sua alma num mercado de pulgas. Seu único divertimento é xingar, e só encontra suas delícias em tornar vazios os demais.

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