Freak Show

O homem novo está sempre entediado. Fabricado ideologicamente para o déficit de atenção, precisa de constante estímulo para manter-se desperto e de múltiplas drogas para conseguir dormir. Desconhece a vida real fora do laboratório. Daí o papel de primeira linha do Freak Show em nossa subcultura: Dopar-nos. Lo Spagnoletto já conhecia (mais…) Continuar lendo Freak Show

A política e o charlatanismo

Como os charlatões e ocultistas com suas bolas de cristal e borras de café no fundo da xícara, os ideólogos modernos utilizam uma linguagem místico-simbólica, baseada num fluxo de informações incontrolável. É assim que o ideólogo se torna uma autoridade incontestável e passa a apresentar absurdos com ares de sabedoria perene. Continuar lendo A política e o charlatanismo

A Política, a mais cruel divindade

Nosso problema não é tanto a demonização da política, mas sua divinização. Toda a interioridade do homem foi absorvida por essa idolatria, por isso a turba informe pode clamar: Eu sou o Lula. Já havia alertado Simone Weil: “A atual idolatria do totalitarismo não pode encontrar obstáculo senão na vida (mais…) Continuar lendo A Política, a mais cruel divindade

Imbecilidade artificial, por Fabrice Hadjadj

“Eu sou tentado a pensar que o horizonte dos fabricantes de computadores não é tanto a inteligência, mas a imbecilidade artificial. Porque o imbecil não é aquele que consente ao estupor, mas aquele que tem resposta para tudo. Incapaz de se abrir ao que lhe transcende, ao outro, ao acontecimento, (mais…) Continuar lendo Imbecilidade artificial, por Fabrice Hadjadj

Qual é o teu tormento?, de Simone Weil

“A plenitude do amor do próximo é simplesmente ser capaz de lhe perguntar: “Qual é o teu tormento?”. É saber que o infeliz existe, não como unidade numa coleção, não como um exemplar da categoria social etiquetada de “infeliz”, mas enquanto homem, exatamente semelhante a nós, que foi um dia (mais…) Continuar lendo Qual é o teu tormento?, de Simone Weil

Crepúsculo

Somos atormentados pelo tempo, ele atrapalha nossos planos. Ele nos compele a contemplar que apesar de tudo ainda somos meros humanos. Esses cabelos brancos não incomodam porque são feios, mas porque sua mera visão me obriga a enfrentar o tempo. “Não há nada trágico em ter 50 anos, a não ser que você tente ter 25”, diz Joe Gillis a Norma Desmond – a decadente estrela – no clássico de Billy Wilder, “O Crepúsculo dos Deuses”. Continuar lendo Crepúsculo

Dom Quixote, por G.K. Chesterton

“Dom Quixote é parte de todos nós, e a parte que sempre permanecerá e dará muito trabalho a qualquer pessoa que quiser nos atar definitivamente a qualquer constituição política ou filosofia sintética. O cavaleiro figura no romance de Cervantes como inimigo daquela civilização que pensa que tudo é melhor se (mais…) Continuar lendo Dom Quixote, por G.K. Chesterton

O homem clássico, de Dietrich von Hildebrand

“O homem clássico está preocupado com problemas autênticos. Ele reconhece o perigo do pecado, percebe sua necessidade de salvação, conhece sua fraqueza e fragilidade de sua natureza, está repleto de anseio pela verdade, a comunhão, o amor, sente a insuficiência daquilo que é criado, aspira pelo absoluto, e está “inquieto (mais…) Continuar lendo O homem clássico, de Dietrich von Hildebrand

A Civilização das Máquinas, de Georges Bernanos

A Civilização das Máquinas é a civilização da quantidade oposta àquela da qualidade. Os imbecis dominam, portanto, pelo número, e eles são o número. Já disse, e direi novamente, repetirei até que o carrasco não tiver amarrado no meu pescoço a forca: um mundo dominado pela Força é um mundo abominável, mas o mundo dominado pelo Número é vil. Continuar lendo A Civilização das Máquinas, de Georges Bernanos

A beleza do mundo, de Simone Weil

“A arte é uma tentativa para transportar numa quantidade finita de matéria modelada pelo homem uma imagem da beleza infinita do universo inteiro. Se a tentativa é bem-sucedida, esta porção de matéria não deve esconder o universo, mas ao contrário revelar a realidade ao seu redor. As obras de arte (mais…) Continuar lendo A beleza do mundo, de Simone Weil

Aproveitamento político

A contemplação estética é algo completamente desconhecido ao nosso tempo. Deixar-se capturar pela beleza de uma Pintura ou a solenidade de uma escultura, deixar-se seduzir pelos versos de um Poema, é inadmissível. Ela tem que ser  reduzida a mero utilitarismo. No “Manchester Art Gallery”, no Reino Unido, foi retirada de (mais…) Continuar lendo Aproveitamento político

Só a educação salva?

Atenção! Desconfie das respostas simplórias, especialmente dos messianismos cafonas. Cuidado com pseudo-redenção pedagógica. Por detrás de certa sacralização da escola se enconde o campo de reeducação. Lembre-se que hoje, sacralizar algo é politizá-lo, e por aí pululam os cultos idolátricos. Para elevar a educação ao Olimpo ideológico, as ‘grandes mentes’ se oferecem (mais…) Continuar lendo Só a educação salva?