Curiosidade mórbida

A contemplação estética é algo completamente desconhecido ao nosso tempo. Deixar-se capturar pela beleza de uma Pintura ou a solenidade de uma escultura, deixar-se seduzir pelos versos de um Poema, é inadmissível. A Arte tem que ser útil, política ou monetariamente. Ou é agente ideológico ou investimento financeiro. Deve ser reduzida a mero instrumento de reeducação social. Continuar lendo Curiosidade mórbida

Lobo mau

Cristina Campo dizia que a palavra é um tremendo perigo. Ela tinha razão, por isso, hoje é preciso algemá-la, domá-la, escravizá-la. Talvez por isso desprezamos a escrita, e vivemos esta ânsia iconoclasta de reescrever… Tudo deve ser reescrito, toda a história, toda biografia, tudo… A moda dita que é preciso reescrever também as fábulas, os contos de fada e as histórias infantis.  Assim, uma editora … Continuar lendo Lobo mau

Show business

Não devemos desprezar o show business. O entretimento de massas é sim relevante, só não pode ser tratado como Belas Artes. É como comida congelada, existe de distintas qualidades, e são práticas para uma vida que se evade de nós. Trata-se de sedativo apropriado ao vazio cotidiano de nossa vida sem razões – monótona e rasteira. Uma das coisas mais ridículas de nosso tempo é … Continuar lendo Show business

Velharias

Shakespeare, Camus, quiçá, Proust. Por conta de uma crítica feminista a Chico Buarque, toda a mídia devota passou a encontrar a síntese da literatura mundial em versos como este: “A caravana do Irajá o comboio da Penha Não há barreira que retenha Esses estranhos Suburbanos tipo muçulmanos Do Jacarezinho” Quando Chico Buarque era vivo, cantava essas coisas com ar de primavera na Rive Gauche, com … Continuar lendo Velharias