Freak Show

O homem novo está sempre entediado. Fabricado ideologicamente para o déficit de atenção, precisa de constante estímulo para manter-se desperto e de múltiplas drogas para conseguir dormir. Desconhece a vida real fora do laboratório. Daí o papel de primeira linha do Freak Show em nossa subcultura: Dopar-nos. Lo Spagnoletto já conhecia (mais…) Continuar lendo Freak Show

A política e o charlatanismo

Como os charlatões e ocultistas com suas bolas de cristal e borras de café no fundo da xícara, os ideólogos modernos utilizam uma linguagem místico-simbólica, baseada num fluxo de informações incontrolável. É assim que o ideólogo se torna uma autoridade incontestável e passa a apresentar absurdos com ares de sabedoria perene. Continuar lendo A política e o charlatanismo

O único remédio para o desemprego, por Simone Weil

“O único remédio para o desemprego é construir. Mas construir o quê? A única coisa que podemos construir é uma civilização. Nova, comparada ao terrível caos que terminou em pesadelo. Antiga, pelo espírito. Viva. Se nós pudermos…” (Simone Weil. ÉCRITS DE LONDRES et dernières lettres) (mais…) Continuar lendo O único remédio para o desemprego, por Simone Weil

Não vou canonizar Baudelaire, por Leonardo Castellani

“Não vou canonizar Baudelaire, certamente não é uma leitura para moças que se alimentam com sanduíches e novelas norte-americanas, nem para moças em geral, nem para beatos, nem para burgueses, nem para burros, nem para sacerdotes não advertidos, nem para homens sem percepção artística, nem para a imensa paróquia do (mais…) Continuar lendo Não vou canonizar Baudelaire, por Leonardo Castellani

A Política, a mais cruel divindade

Nosso problema não é tanto a demonização da política, mas sua divinização. Toda a interioridade do homem foi absorvida por essa idolatria, por isso a turba informe pode clamar: Eu sou o Lula. Já havia alertado Simone Weil: “A atual idolatria do totalitarismo não pode encontrar obstáculo senão na vida (mais…) Continuar lendo A Política, a mais cruel divindade

A Atenção e a Imaginação, de Cristina Campo

“A atenção é o único caminho ao inexprimível, a única estrada ao mistério. De fato, está solidamente ancorada no real, e somente por alusões escondidas no real se manifesta o mistério. Os símbolos das Sagradas Escrituras, dos mitos, se vestem das formas mais concretas desta terra: da Sarça ardente ao (mais…) Continuar lendo A Atenção e a Imaginação, de Cristina Campo

Imbecilidade artificial, por Fabrice Hadjadj

“Eu sou tentado a pensar que o horizonte dos fabricantes de computadores não é tanto a inteligência, mas a imbecilidade artificial. Porque o imbecil não é aquele que consente ao estupor, mas aquele que tem resposta para tudo. Incapaz de se abrir ao que lhe transcende, ao outro, ao acontecimento, (mais…) Continuar lendo Imbecilidade artificial, por Fabrice Hadjadj

Qual é o teu tormento?, de Simone Weil

“A plenitude do amor do próximo é simplesmente ser capaz de lhe perguntar: “Qual é o teu tormento?”. É saber que o infeliz existe, não como unidade numa coleção, não como um exemplar da categoria social etiquetada de “infeliz”, mas enquanto homem, exatamente semelhante a nós, que foi um dia (mais…) Continuar lendo Qual é o teu tormento?, de Simone Weil